Cada pessoa possui, baseado em sua história de vida, motivos para agradecer. A saúde, a vida, a família, entre outros fatores, são fontes de gratidão para muitos indivíduos. Independente da motivação central, cada pessoa é grata por alguma coisa e a sua gratidão muitas vezes pode mostrar, ocultamente, a sua história.

A partir desse pressuposto a reportagem da Studio conversou com alguns veranenses e os perguntou “pelo o que você é grato?”. Cada um, com suas vivências e percepções, pontuou os motivos de sua gratidão.

Estéfani Schuvartz: gratidão por mais uma oportunidade de vida

Estéfani Schuvartz, de 19 anos, é uma jovem que desde seu nascimento foi diagnosticada com paralisia cerebral. Com a bandeira da inclusão, ela e sua família superaram barreiras e o preconceito, levando a moça cada dia mais para o caminho do sucesso. Sua história é sinônimo de vida, pois em sua trajetória, jamais deixou de viver, palavra a qual é empregada em seu sentido mais amplo, porque para Estefani, nada é um obstáculo.

“Sou grata por tudo. Pela família, amigos, pelas pessoas que me ajudaram ao longo da vida. Também sou grata a Deus por ter tido mais uma oportunidade de vida.”

Estéfani, 19 anos

Valentina Orsi: a gratidão de uma criança

Valentina Orsi, de nove anos, é uma jovem muito ligada a sua família. Como criança, em meio a suas atividades, seus pais estão sempre a acompanhando e observando seu crescimento. Quando questionada pelo o que é grata, a primeira palavra que foi dita pela jovem foi família. Desde jovem, as pessoas já possuem vínculos e motivos para agradecer.

“Sou grata pela minha família, pelos meus amigos.”

Valentina, 9 anos

Yuri Peruffo Ávila: gratidão pela vida

Yuri Peruffo Ávila, de 29 anos, é médico. A medicina e a vida possuem significação em dobro para ele, por isso, é o motivo de sua gratidão. No dia 21 de maio de 2019, ele foi vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), situação que o deixou dois meses no hospital, oscilando entre diversos tratamentos, cirurgias de alto risco e períodos na UTI. Após muita força e apoio da família, Yuri recuperou-se e agora atua novamente salvando vidas, como médico.

“Sou a grato a Deus por estar vivo. Por poder exercer a medicina novamente. Grato a minha esposa e família que me ajudaram a passar por momentos tão difíceis. Sou grato pela vida maravilhosa que tenho ao lado das pessoas que amo”

Yuri, 29 anos

Sediglia Poletto Bés: a gratidão pela companhia

Sediglia Poletto Bés, de 91 anos, gosta muito de estar junto da família. Sempre recepcionando a todos com abraços, uma das suas marcas é a receptividade. Quando indagada sobre o que é grata, além da saúde, que é um aspecto importante, ela apresenta como motivo para agradecer a companhia, seja ela dos familiares ou de amigos. Em momentos de pandemia, o contato com o outro se tornou cada vez mais importante e valorizado, fato que é apontado pela senhora.

“Eu agradeço pela companhia de todos que estão comigo e pela saúde.”

Sediglia, 91 anos