A menina de 9 anos, sequestrada e mantida em um alçapão em Tramandaí, recebeu tratamento psicológico em Porto Alegre antes de ser liberada para retornar à cidade litorânea. Após o resgate, realizado por agentes do Batalhão de Choque da Brigada Militar, a vítima foi encaminhada ao Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, onde passou por avaliação especializada no Centro de Referência no Atendimento Infantojuvenil (Crai). O objetivo foi garantir suporte emocional para lidar com o trauma.

Antes de ser levada à Capital, a criança recebeu os primeiros atendimentos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por exames médicos, incluindo tratamento profilático e um corpo de delito. Ela foi resgatada na quarta-feira, após passar uma noite presa em um cativeiro subterrâneo, um compartimento de concreto com tampa pesada, localizado nos fundos de um armazém. A investigação revelou que o suspeito teria usado um picolé para atrair a menina, que brincava sozinha em uma praça no bairro Parque dos Presidentes.

A operação de resgate só foi possível após um trabalho do Setor de Inteligência da Brigada Militar, que localizou a vítima dentro do calabouço, com as mãos amarradas e visivelmente abalada. Logo após o resgate, moradores revoltados cercaram o suspeito de 61 anos, e o espancaram até a morte. Ele era dono do estabelecimento onde a menina estava presa e já tinha passagens por crimes sexuais.

Diante do desfecho violento, as autoridades abriram um inquérito para identificar os envolvidos no linchamento, ocorrido logo após a confirmação do sequestro e do possível abuso. A polícia segue apurando o caso, enquanto a família da menina recebe apoio especializado para ajudar na recuperação da vítima.

Com informações do Jornal Correio do Povo.