Acusada de matar o marido e esconder corpo em freezer passa mal durante júri em Santa Catarina

Em uma sessão de júri que já durava mais de 12 horas, Claudia Tavares, acusada de matar o marido e esconder o corpo em um freezer, passou mal e precisou interromper seu depoimento na noite de quinta-feira, 28 de agosto. O julgamento acontece na Câmara de Vereadores de Capinzal, no Meio-Oeste de Santa Catarina, município vizinho a Lacerdópolis, onde o crime foi cometido.

A audiência foi suspensa e deve continuar a partir das 8 horas da manhã desta sexta-feira, 29. Claudia era a última a depor na sessão. Durante seu relato inicial, afirmou: “Hoje é um dia muito importante pra mim, porque vou contar a minha história.” Em seguida, admitiu novamente a autoria do crime ocorrido em novembro de 2022: “Estou aqui afirmando que sim, eu fiz o ato.

A ré relembrou a trajetória de vida após sair do presídio, onde ficou detida logo após confessar o homicídio. Negou que tenha permanecido com Valdemir Hoeckler, a vítima, por interesses financeiros: “Quem vai ficar com ele por dinheiro por 22 anos?”, questionou.

Durante o depoimento, relatou o início do relacionamento, alegando que não sabia que Valdemir era casado quando engravidou da filha do casal, Gabriela. Disse que, apesar de pressões para interromper a gravidez, decidiu seguir com a gestação.

Claudia afirmou ter enfrentado dificuldades financeiras e cogitou entregar a filha para adoção, mas mudou de ideia ao pensar no cuidado materno: “Ninguém vai cuidar dela igual eu.” Também disse que o relacionamento foi retomado quando Gabriela tinha oito meses e que Valdemir demonstrava carinho pela filha, mas que também vivia sob medo e pressão: “Eu amava ele, mas eu tinha medo dele. Se eu não estivesse com ele, ele me tirava a Gabi.

Após essas declarações, Claudia não conseguiu prosseguir e foi retirada do plenário, amparada por policiais.

Claudia responde por homicídio duplamente qualificado — por asfixia e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Informações e foto Oeste Mais.

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