Condenada por tramar morte do pai, filha recebe mais de 21 anos de prisão no RS

Crime chocante foi orquestrado na virada do ano e teve julgamento com reviravoltas; dois cúmplices também foram sentenciados

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou Karine Pinho a 21 anos e 4 meses de prisão por orquestrar o assassinato do próprio pai, Edmar Mendonça, no município de Rio Grande. O homicídio ocorreu enquanto a vítima dormia, sob efeito de medicamentos, na noite de réveillon de 2021. O crime, inicialmente tratado como latrocínio, revelou-se uma execução planejada após investigações mais aprofundadas da Polícia Civil. Imagens de segurança mostraram Karine chegando à casa com dois homens, que seriam os executores do assassinato.

O caso, que gerou grande repercussão local, foi julgado após quase três anos. Dois cúmplices de Karine receberam penas de 16 anos cada, enquanto um quarto suspeito acabou absolvido. A jovem estava em prisão preventiva desde fevereiro de 2022 e foi apontada pela promotoria como a mentora do crime, embora a motivação não tenha sido oficialmente divulgada. O julgamento durou três dias e contou com o depoimento de 18 testemunhas, além dos interrogatórios dos quatro acusados.

O Ministério Público já manifestou intenção de recorrer da sentença para aumentar as penas impostas aos condenados. Segundo os investigadores, o comportamento de Karine desde o início levantou suspeitas, o que fez a linha de investigação mudar ao longo do tempo. A atuação calculada e a frieza da filha no planejamento do assassinato chocaram até os profissionais mais experientes do caso.

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