O julgamento de Cláudia Tavares Hoeckler, acusada de assassinar e esconder o corpo do marido em um freezer, seguiu com momentos de forte impacto na quinta-feira, 28 de agosto, em Capinzal, no Meio-Oeste catarinense. O eletrodoméstico utilizado para armazenar o corpo de Valdemir Hoeckler foi exibido no plenário da Câmara de Vereadores, onde o júri acontece, junto a panos e cordas supostamente usados no crime. A exibição foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina e autorizada pelo Judiciário.
Durante o depoimento, Cláudia revelou detalhes do crime, afirmando que trocou o conteúdo de cápsulas de remédio natural do marido por zolpidem, um sedativo. Após ele adormecer, ela o amarrou e o asfixiou com um pano e uma sacola plástica. “Eu fiz o que ele fazia comigo”, declarou a ré, que alegou ter agido em defesa própria. Segundo o relato, o corpo foi retirado da cama com um lençol e colocado no freezer com a ajuda de uma cadeira. “Naquele momento parecia um pesadelo”, disse emocionada.
Cláudia foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado, por asfixia e por meio que impossibilitou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica, já que comunicou o desaparecimento do marido de forma contraditória à realidade. O julgamento segue nesta sexta-feira, 29 de agosto, e a sentença deve ser anunciada ainda hoje.