Um homem de 42 anos foi resgatado após passar 25 dias em cárcere privado dentro de uma Kombi, em uma área rural do Guará II, no Distrito Federal. A vítima, que havia vindo do Pará a trabalho, foi atraída ao local por uma prostituta, com quem consumiu álcool e drogas antes de ser dopado e entregue a criminosos.
Segundo a Polícia Civil, a mulher teria repassado informações sobre o dinheiro em conta bancária e a experiência em informática da vítima ao dono do lote. A partir daí, os sequestradores passaram a exigir que ele utilizasse seus conhecimentos para abrir contas, empréstimos e fraudes bancárias.
Diante da recusa, o homem sofreu sessões de tortura, sendo agredido com barras de ferro, recebendo apenas uma refeição por dia e vivendo sob ameaças de ser enterrado vivo. Para sobreviver, realizou transferências de pequenas quantias de sua própria conta, fingindo que eram resultados das fraudes.
Resgate em agência bancária
Na quinta-feira (28), um dos criminosos levou a vítima até uma agência no Guará II para sacar R$ 16 mil. No local, o homem conseguiu pedir ajuda a uma funcionária da limpeza, que trancou a porta e acionou a Polícia Militar. O sequestrador foi preso em flagrante, mas antes tentou quebrar os celulares da vítima para dificultar as investigações.
Prisão e investigação
Na chácara usada como cativeiro, cães farejadores encontraram porções de crack e maconha. O suspeito preso, de 56 anos, usava tornozeleira eletrônica e já possuía passagens por receptação, tráfico e homicídio. Ele foi indiciado por sequestro e cárcere privado, tortura, roubo com restrição de liberdade, tráfico de drogas e extorsão. Caso seja condenado, poderá pegar até 61 anos de prisão.
As investigações continuam para identificar os demais envolvidos. De acordo com a vítima, pelo menos dez criminosos se revezavam na vigilância e nas agressões durante os 25 dias em que ficou preso.