Operação Semente Segura II apreende 3 mil toneladas de sementes piratas no RS e causa prejuízo de R$ 35 milhões

Ação integrada da Polícia Civil, MAPA e SEAPI combate mercado ilegal em 14 municípios gaúchos e revela riscos ao meio ambiente, economia e saúde pública

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (DICRAB), deflagrou entre terça-feira, 26, e sexta-feira, 29 de agosto, a Operação Semente Segura II, que resultou na apreensão de 3.000 toneladas de sementes piratas, com valor estimado em R$ 35 milhões. A ofensiva aconteceu em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), dentro do Programa Vigifronteiras, e com a Secretaria da Agricultura do RS (SEAPI).

A operação teve como foco o combate à produção e comercialização de sementes falsificadas e insumos agrícolas ilegais, que representam uma séria ameaça ao agronegócio, à arrecadação fiscal e à sustentabilidade ambiental. As ações ocorreram em 14 municípios, incluindo Cruz Alta, Santo Ângelo, Santiago, Tupanciretã, Estrela Velha e Arroio do Tigre, entre outros.

“O combate às sementes piratas e insumos ilegais é fundamental para a segurança alimentar, a economia regional, o fisco e o meio ambiente do nosso Estado”, destacou o delegado Heleno dos Santos, diretor da DICRAB.

Além das sementes — em sua maioria de soja e forrageiras — também foi apreendida uma aeronave de pulverização avaliada em R$ 1,5 milhão, sem registro no MAPA. Parte do material confiscado foi destinada à produção de ração animal, evitando descarte e garantindo uso seguro.

Durante a fiscalização, foram ainda autuados produtores que armazenavam defensivos ilegais, muitos deles em condições precárias, com risco real de contaminação de grãos, solo e água. A operação mobilizou 64 policiais civis, 20 fiscais do MAPA e 21 da SEAPI, demonstrando forte articulação institucional.

Impactos econômicos, sociais e ambientais

O uso de sementes piratas e insumos agrícolas ilegais compromete a qualidade das lavouras, causa prejuízos financeiros aos produtores, desequilíbrio de mercado e sonegação de impostos. Além disso, essa prática ignora direitos trabalhistas, favorecendo condições precárias de trabalho e ameaça a saúde pública e o meio ambiente com o uso de produtos tóxicos e sem controle sanitário.

Integração no combate ao crime rural

A DICRAB atua estrategicamente para desarticular redes criminosas no campo, contando com o suporte das DECRABs de Cruz Alta e Santo Ângelo, além das Delegacias Regionais de Santiago, Santa Maria, Palmeira das Missões e Santo Ângelo. MAPA e SEAPI desempenham papel fundamental na fiscalização de estabelecimentos, coleta de amostras e aplicação de sanções.

Denúncias podem ajudar no combate ao crime

A sociedade também pode colaborar no enfrentamento ao crime rural. Denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp da Polícia Civil do RS, no número (51) 98444-0606, ou pelo telefone 197 em caso de emergência. Informações também estão disponíveis na Delegacia Online (www.dol.rs.gov.br).

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