Um estudo internacional liderado pelo neurocientista Giuseppe Battaglia, do Instituto de Bioengenharia da Catalunha, alcançou um avanço promissor no combate ao Alzheimer. Os pesquisadores conseguiram reverter sintomas da doença em camundongos utilizando um método inovador que atua na barreira hematoencefálica, estrutura responsável por proteger o cérebro de toxinas e manter seu equilíbrio químico.
Nos portadores da doença, essa barreira apresenta falhas que favorecem o acúmulo de proteínas tóxicas como a beta-amiloide, um dos principais agentes associados à progressão do Alzheimer. Para reverter esse processo, os cientistas criaram nanopartículas capazes de imitar a proteína LRP1, fundamental para a eliminação natural de resíduos cerebrais. O tratamento teve como objetivo reativar o sistema de limpeza do cérebro.
Durante três meses, camundongos geneticamente modificados para apresentar sintomas semelhantes aos do Alzheimer, como perda de memória e confusão, receberam três doses da nova terapia. Ao fim do período, os animais demonstraram melhora significativa no quadro neurológico, com reversão dos sintomas observados. A descoberta representa um passo relevante na busca por tratamentos eficazes e seguros contra o Alzheimer em humanos.








