Escrita à mão milenar começa a desaparecer entre jovens da Geração Z
Uso intenso de dispositivos digitais transforma hábitos de escrita e pode comprometer o aprendizado e a memória

A escrita manual, desenvolvida há mais de 5.500 anos, está perdendo espaço para o uso exclusivo de telas entre os jovens da Geração Z. O hábito de escrever no papel tornou-se raro devido à predominância de celulares, tablets e computadores, alterando uma prática fundamental da civilização humana. Esta transição digital, observada neste domingo, 18 de janeiro, evidencia uma transformação profunda no processamento de informações pelas novas gerações.
Neurocientistas e educadores alertam que a redução da escrita à mão impacta diretamente a coordenação motora fina e a capacidade de retenção de dados. Estudos indicam que o ato físico de escrever ativa áreas cerebrais essenciais para o aprendizado e o raciocínio crítico de forma muito mais intensa do que a digitação. A ausência desse estímulo pode prejudicar a estruturação de ideias e a organização do pensamento lógico, influenciando o desenvolvimento intelectual dos estudantes.
Além dos efeitos cognitivos, a diminuição desse costume secular reflete na capacidade de concentração e no desempenho escolar geral. Especialistas ressaltam que, embora a escrita não esteja deixando de existir, a mudança para o meio digital altera a maneira como o conhecimento é registrado. Para garantir um aprendizado eficiente, recomenda-se o equilíbrio entre as ferramentas tecnológicas e a prática da escrita manual, essencial para a consolidação da memória a longo prazo.






