Os técnicos de enfermagem presos sob suspeita de envolvimento em mortes de pacientes em uma UTI do Distrito Federal apresentaram comportamento descrito como de “frieza total” durante os depoimentos, segundo a Polícia Civil. O caso envolve óbitos ocorridos no Hospital Anchieta, em Taguatinga, e é apurado no âmbito da Operação Anúbis.
As investigações apontam que os profissionais negaram inicialmente participação, mas foram confrontados com imagens de câmeras internas, que indicariam ações coordenadas dentro da unidade. A polícia afirma que houve monitoramento de corredores e portas dos leitos, inclusive por uma técnica que não atuava oficialmente na UTI, o que reforça a suspeita de organização prévia entre os envolvidos.
Outro ponto central da apuração é o uso indevido do sistema do hospital, com acesso a um login médico que não estava mais ativo, permitindo a retirada de medicamentos. Após as aplicações, os pacientes apresentavam parada cardíaca quase imediata. A motivação dos crimes ainda é desconhecida, e os investigadores não descartam a participação de outras pessoas. O caso foi comunicado às autoridades após o próprio hospital identificar circunstâncias atípicas nos atendimentos.








