O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) denunciou 17 pessoas por envolvimento em organização criminosa, entre elas três policiais penais, para os quais o MP pediu afastamento das funções e perda do cargo. A denúncia foi apresentada na quinta-feira, 15 de janeiro, pelos promotores de Justiça Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes, e envolve crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, favorecimento real qualificado, falsidade ideológica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
As investigações da Operação Madrinha, deflagrada em dezembro de 2025, apontaram que o grupo facilitava a entrada de drogas, celulares e outros itens ilícitos em estabelecimentos prisionais, além de permitir a circulação irregular de pessoas dentro das cadeias. Segundo a denúncia, os policiais penais colaboravam diretamente com os criminosos, inclusive inserindo dados falsos no sistema de monitoramento penitenciário.
Operação Madrinha
Deflagrada em 11 de dezembro de 2025, a Operação Madrinha teve como alvo uma organização criminosa atuante em presídios de diversas cidades do estado, como São Luiz Gonzaga, Ijuí e Santiago. A ação resultou na prisão de dois policiais penais, uma ex-apenada e um detento, além de duas prisões em flagrante.
Durante o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão, foram recolhidos armas, drogas, dinheiro, celulares e veículos. A operação contou com a participação de 27 agentes do GAECO, 32 policiais militares, e 73 integrantes do Grupo de Ações Especiais (GAES) e da Corregedoria da Polícia Penal.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul reforçou o compromisso de combater a corrupção e o crime organizado, especialmente quando há envolvimento de agentes públicos em esquemas que comprometem a segurança e a integridade do sistema prisional.








