O governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), concedeu a segunda Licença de Operação (LO) para uma planta de produção de biometano no Rio Grande do Sul. O documento autoriza a operação da unidade da Biometano São Leopoldo S.A., localizada no município homônimo, com validade até 15 de dezembro de 2030.
A licença refere-se à operação de uma planta de produção de biometano, a partir do biogás gerado em aterro sanitário, consolidando mais um avanço do Estado na agenda de sustentabilidade e valorização de resíduos. Com capacidade produtiva máxima de 1.102.320 m³ de biometano por mês, a planta funcionará 24 horas por dia e poderá consumir cerca de 2.016.000 m³ mensais de biogás.
O empreendimento ocupa um terreno de 10.450 m², com 586,17 m² de área construída, 6,7 mil m² de área útil e geração direta de 20 empregos. A operação contempla equipamentos como bombas de água, bombas de vácuo, compressores e filtros de carvão ativado, essenciais ao processo de purificação do biogás.
Compromisso pela sustentabilidade
De acordo com o presidente da Fepam, Renato Chagas, a emissão da nova licença reafirma o compromisso do órgão ambiental com o desenvolvimento sustentável. “A segunda Licença de Operação para produção de biometano demonstra a maturidade técnica e ambiental desses empreendimentos no Rio Grande do Sul. Estamos falando de um projeto que alia rigor ambiental, inovação tecnológica e aproveitamento eficiente de resíduos, transformando passivos ambientais em ativos energéticos”, destacou Chagas.
O biometano, por ser um combustível renovável, pode ser utilizado no setor de transportes, em processos industriais, na geração de energia e no aquecimento, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a diversificação da matriz energética.
Primeira licença
Em abril de 2025, a Fepam entregou a primeira Licença de Operação para uma planta de produção de biometano em grande escala, a partir de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). O empreendimento, instalado no Complexo Tecnológico da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), em Minas do Leão, recebeu investimento de cerca de R$ 140 milhões e possui capacidade para gerar 66 mil m³ de biometano por dia, o equivalente a aproximadamente 9,2 mil botijões de gás de 13 kg.
Na ocasião, o governador Eduardo Leite ressaltou a integração entre poder público e iniciativa privada, enquanto a Fepam destacou o alinhamento do projeto à política climática do Estado, o Proclima 2050, reforçando o papel do biometano como vetor estratégico da transição energética e da economia verde no Rio Grande do Sul.








