Grupos armados na fronteira com a Venezuela anunciam prontidão para enfrentar planos imperialistas americanos.
As guerrilhas colombianas que operam na fronteira com a Venezuela declararam, no domingo, 4 de janeiro, estar preparadas para combater o que chamam de “planos imperialistas” dos Estados Unidos. O anúncio ocorre um dia após a captura de Nicolás Maduro. O Exército de Libertação Nacional (ELN) afirmou, via Telegram, que se unirá a forças revolucionárias para defender os povos do Sul, enquanto dissidentes das Farc advertiram que lutarão contra o “império ianque” até as últimas consequências.
Especialistas apontam que esses grupos, envolvidos no tráfico de cocaína, circulam em território venezuelano com a conivência das forças militares locais. A situação elevou a tensão na região, gerando preocupações sobre a estabilidade da fronteira e a segurança nacional de países vizinhos diante do posicionamento ideológico e operacional das organizações armadas.
Em resposta à crise, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, mobilizou 30 mil soldados para reforçar os pontos de passagem fronteiriços. O governo colombiano colocou o país em estado de alerta máximo para prevenir a ocorrência de possíveis atentados coordenados por esses grupos ilegais em território nacional.







