A nova reforma tributária beneficia 15 milhões de brasileiros e estabelece cobrança mínima para contribuintes de alta renda.
A reforma do Imposto de Renda (IR) passa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro, trazendo mudanças profundas para trabalhadores e investidores. A principal novidade é a ampliação da faixa de isenção, que agora contempla quem recebe até R$ 5 mil mensais, gerando uma economia anual de até R$ 4 mil para essa categoria. Para evitar saltos bruscos na tributação, o governo instituiu um desconto gradual para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, enquanto rendimentos superiores a esse teto permanecem sob a tabela progressiva atual de até 27,5%.
Para compensar a renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões, a nova legislação cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). A medida atinge cerca de 141 mil contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil, que passarão a pagar uma alíquota progressiva de até 10%. Além disso, dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais, pagos por uma única empresa, passam a sofrer retenção de 10% na fonte, tributando lucros que anteriormente eram isentos para grandes sócios e acionistas.
As alterações na retenção direta no salário já serão sentidas na folha de pagamento de janeiro. No entanto, o contribuinte deve estar atento ao calendário da Receita Federal: a declaração a ser entregue em 2026 ainda seguirá as regras do ano-base 2025. O ajuste definitivo conforme o novo modelo e a apuração do imposto mínimo para a alta renda ocorrerão apenas na declaração de 2027, consolidando o novo desenho da justiça tributária no país.
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