Justiça determina reabertura de investigação sobre morte de Herick Vargas

Magistrada suspende pedido de arquivamento do Ministério Público e encaminha o caso para análise do Procurador-Geral.

A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu suspender o arquivamento do inquérito que apura a morte de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, ocorrida durante uma abordagem da Brigada Militar em Porto Alegre. A juíza Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri da Capital, discordou da tese de legítima defesa apresentada pelo Ministério Público e encaminhou o processo ao Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Saltz, para uma nova avaliação.

A decisão judicial baseia-se em dúvidas sobre a dinâmica dos fatos, citando que imagens de câmeras corporais mostram a vítima sendo contida por familiares antes dos disparos. Outros pontos cruciais destacados incluem registros de áudio da ocorrência e o fato de os tiros terem atingido regiões vitais, mesmo com a vítima desarmada e a curta distância. Para a magistrada, tais elementos impedem o encerramento prematuro das investigações sem uma análise mais aprofundada das provas.

A família de Herick, que contesta a versão policial desde o início do caso, manifestou esperança com a continuidade do processo e aguarda que os agentes envolvidos sejam levados a júri popular. Agora, cabe ao Procurador-Geral decidir se mantém o pedido de arquivamento, se designa um novo promotor para o caso ou se oferece denúncia formal contra os policiais militares. A reabertura marca um novo estágio no processo que busca esclarecer as circunstâncias da morte na capital gaúcha.

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