O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, preso no sábado (3) por forças dos Estados Unidos, comparecerá nesta segunda-feira (5), ao meio-dia, perante um juiz federal no Tribunal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York. Ele será formalmente informado das acusações que incluem narcotráfico e terrorismo, conforme anunciou o próprio tribunal neste domingo (4).
Maduro foi capturado em Caracas, junto com sua esposa Cilia Flores, durante uma operação militar americana. Enquanto a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder interinamente com respaldo do Supremo Tribunal e das Forças Armadas, o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, se pronunciou em tom desafiador. Em áudio divulgado nas redes sociais, o deputado afirmou que está “tranquilo” e que a família continuará mobilizada nas ruas: “Eles querem nos ver fracos, mas não vão conseguir”, declarou.
A declaração ocorre em meio a relatos de que um possível espião no círculo próximo de Maduro teria colaborado com sua captura. O chavismo iniciou a mobilização de sua militância logo após a detenção. A tensão cresce dentro e fora da Venezuela, com países como Brasil, Chile, México, Espanha, Colômbia e Uruguai rejeitando qualquer tentativa de controle externo sobre o destino político do país latino-americano. A audiência de Maduro nesta segunda pode marcar o início de um dos julgamentos políticos mais emblemáticos da década.








