O Brasil se despede de Manoel Carlos, um dos maiores nomes da teledramaturgia nacional, que morreu neste sábado, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. O autor estava internado em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson, que nos últimos anos comprometeu suas funções motoras e cognitivas. A despedida será reservada a familiares e amigos próximos, conforme pedido expresso em nota divulgada pelos parentes.
Reconhecido por transformar o Rio de Janeiro em cenário vivo de suas histórias, Manoel Carlos construiu uma obra marcada por conflitos familiares intensos, sentimentos universais e personagens femininas profundas. Entre seus maiores símbolos estão as “Helenas”, protagonistas presentes em diversas novelas, sempre retratadas como mulheres fortes, contraditórias e movidas por um amor quase incondicional pelos filhos. Produções como Laços de Família, Por Amor, Mulheres Apaixonadas e Páginas da Vida consolidaram seu estilo realista e emocional, aproximando o público de dilemas comuns à vida cotidiana.
Nascido em São Paulo, mas carioca por escolha e identidade, Maneco iniciou a trajetória artística ainda jovem, passando pelo teatro, pela atuação e por várias emissoras antes de se firmar na TV Globo a partir dos anos 1970. Além das novelas, assinou minisséries de grande repercussão e utilizou sua dramaturgia para abordar temas sociais relevantes, como saúde, violência, preconceito e inclusão. Pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista Maria Carolina, Manoel Carlos deixa uma contribuição definitiva para a cultura brasileira, com histórias que seguem ecoando na memória afetiva do público.








