Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acompanham quatro pacientes com lesão medular que apresentaram retorno parcial de movimentos e sensibilidade. O avanço ocorreu após o uso da polilaminina, um medicamento experimental desenvolvido no Brasil que atua na regeneração de neurônios. O tratamento foi viabilizado por meio de decisões judiciais para uso compassivo, uma modalidade aplicada em casos onde não existem outras alternativas terapêuticas disponíveis para o paciente.
A substância, derivada de uma proteína da placenta, funciona como uma estrutura biológica que facilita a reconexão da medula espinhal em quadros anteriormente considerados irreversíveis. Segundo a equipe liderada pela cientista Tatiana Coelho Sampaio, os pacientes apresentaram sinais de reativação neurológica e ganhos graduais de mobilidade. Contudo, os especialistas ressaltam que os resultados são iniciais e o monitoramento contínuo é fundamental para compreender a extensão real dos benefícios alcançados até o momento.
Na quinta-feira, 15 de janeiro, o cenário da pesquisa ganhou uma nova etapa com a autorização da Anvisa para o início da primeira fase de testes clínicos da substância. Embora o tratamento ainda não possua aprovação para uso comercial ou aplicação em larga escala, a validação regulatória permite a realização de ensaios controlados com um grupo maior de participantes. A expectativa é que o estudo brasileiro consolide novos protocolos para o tratamento de paraplegia e tetraplegia no país.








