Uma equipe médica na província de Shandong, na China, realizou um procedimento cirúrgico extraordinário para salvar a orelha de uma paciente de 30 anos. Após sofrer um acidente industrial que seccionou completamente o órgão, a mulher, identificada como Sun, não pôde ser submetida ao reimplante imediato devido aos danos severos nos vasos sanguíneos da cabeça. Para evitar a necrose, os cirurgiões decidiram enxertar a orelha temporariamente na parte superior do pé da paciente.
A técnica, denominada sobrevivência heterotópica, foi utilizada para garantir que o órgão continuasse recebendo irrigação sanguínea estável em uma área de pele fina e vasos compatíveis. Durante cinco meses, a orelha permaneceu acoplada ao pé de Sun, que precisou utilizar calçados maiores e cuidados rigorosos para proteger o tecido. O sucesso dessa fase foi confirmado quando a orelha recuperou a coloração natural, indicando uma circulação saudável e pronta para o retorno ao local de origem.
A etapa final do tratamento ocorreu em outubro, com a complexa reconexão de nervos e vasos sanguíneos da orelha à lateral da cabeça. Segundo especialistas, a estratégia foi a única forma de preservar a estrutura delicada, que seria perdida em métodos convencionais de reimplante. A paciente apresenta boa recuperação e o caso reforça a eficácia da medicina regenerativa em situações de traumas graves onde a prioridade é a manutenção da viabilidade do tecido.
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