Uma estrutura jamais observada antes, composta por ferro ionizado, foi identificada atravessando o centro da Nebulosa do Anel, a cerca de 2.000 anos-luz da Terra. A descoberta surpreendeu astrônomos ao revelar uma espécie de “barra” luminosa e estreita, cuja emissão específica de luz foi detectada por meio de avançadas técnicas de espectroscopia. O achado foi publicado recentemente na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e levanta novas questões sobre a dinâmica interna dessa nebulosa já amplamente estudada.
O instrumento responsável por essa revelação foi o WEAVE, instalado no telescópio William Herschel, na Espanha. Durante testes científicos, o equipamento registrou dados precisos da composição química e dos movimentos do gás em cada ponto da nebulosa. Ao cruzar essas informações com imagens recentes do telescópio espacial James Webb, os pesquisadores notaram que a barra coincide com regiões escuras e emissões de gás molecular, indicando que grãos de poeira estelar podem estar sendo destruídos no processo.
Apesar da presença do ferro em estado gasoso sugerir condições extremas, como choques ou altas temperaturas, os cientistas ainda não encontraram indícios dessas situações na nebulosa. A barra de ferro, com cerca de 50 segundos de arco de extensão, passa perto da estrela central, mas sem atravessá-la. A novidade destaca como instrumentos de nova geração estão revolucionando a forma como entendemos o cosmos, desvendando mistérios em objetos que pareciam já compreendidos pela astronomia.







