Após quatro meses de espera no Instituto Médico Legal, os restos mortais de Brasília Costa, de 65 anos, foram finalmente sepultados no Cemitério das Irmandades, em Jaguarão, Sul do Estado. A cerimônia contou com a presença de amigos e familiares da vítima, natural de Arroio Grande. O caso chocou o país ao ganhar repercussão nacional, após partes do corpo da mulher serem encontradas espalhadas por diferentes pontos de Porto Alegre, incluindo uma mala deixada na rodoviária.
O principal suspeito do crime é o publicitário Ricardo Jardim, ex-companheiro da vítima, que já havia sido condenado em 2018 por matar a própria mãe com 13 facadas, crime pelo qual cumpria pena de 28 anos. Após progredir ao regime semiaberto em 2024, Jardim foi considerado foragido até ser preso novamente, desta vez acusado de feminicídio, ocultação de cadáver e falsificação de documentos. Conforme a investigação, o assassinato de Brasília teria ocorrido entre os dias 8 e 9 de agosto, na pousada onde o casal vivia, na zona Norte de Porto Alegre.
A apuração da Polícia Civil revelou que o suspeito comprou luvas, lona, serra e a mala usada no transporte do corpo, além de ter forrado o chão do local para abafar os sons do crime. As partes da vítima foram sendo descartadas em momentos distintos: os braços foram jogados em um saco no bairro Santo Antônio; o tronco, dentro da mala, foi deixado no guarda-volumes da rodoviária em 20 de agosto; as pernas foram encontradas semanas depois na orla do Guaíba. A cabeça da vítima ainda não foi localizada — Jardim teria dito, informalmente, que a jogou em um lixo orgânico na região do Gasômetro, o que levanta a suspeita de que tenha sido triturada junto ao lixo comum.
Com informações do Jornal Correio do Povo.








