Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte após utilizar uma caneta emagrecedora ilegal adquirida no Paraguai. A paciente, que iniciou o uso do produto sem orientação médica em novembro de 2025, apresentou sintomas graves como urina avermelhada, dor abdominal e fraqueza muscular. Atualmente, ela permanece sob cuidados no Hospital das Clínicas da UFMG, apresentando um quadro de insuficiência respiratória e problemas neurológicos que seguem em investigação médica.
O caso acendeu um alerta sobre os riscos de medicamentos sem procedência garantida, uma vez que o produto utilizado é proibido no Brasil pela Anvisa desde novembro de 2025. Inicialmente, houve suspeita de Síndrome de Guillain-Barré, mas os médicos agora também investigam a possibilidade de Porfiria Intermitente Aguda, uma condição genética que pode ser desencadeada por substâncias químicas. A família relatou que a paciente adquiriu o item de forma clandestina, o que impediu o controle de segurança sobre os componentes da fórmula.
Especialistas reforçam que o uso de substâncias para emagrecimento exige rigorosa orientação médica e aquisição exclusiva em farmácias autorizadas. O endocrinologista Márcio Lauria adverte que revendedores não regulados podem comercializar produtos com substâncias perigosas ou fora dos padrões sanitários. O caso, registrado nesta sexta-feira, 23 de janeiro, destaca a importância de evitar o mercado paralelo de medicamentos para garantir a integridade da saúde e evitar danos permanentes.








