PGR é acionada para investigar contrato entre ex-ministro e banco

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi provocado nesta terça-feira, 27 de janeiro, a investigar o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski por suposto tráfico de influência. A representação, movida pelo deputado Guto Zacarias (União Brasil), baseia-se em relatórios que indicam o recebimento de R$ 5 milhões pelo escritório de advocacia do qual Lewandowski é sócio. O contrato com o Banco Master previa pagamentos mensais de R$ 250 mil, abrangendo inclusive o período em que ele já ocupava cargo no primeiro escalão do governo federal.

A denúncia levanta suspeitas sobre o uso indevido de prestígio institucional e possíveis violações à Lei de Conflito de Interesses, dado o trânsito do ex-ministro em funções estratégicas do Estado. O parlamentar solicita que a PGR avalie se os serviços prestados justificam os montantes pagos pelo controlador do banco, Daniel Vorcaro. O objetivo é verificar se houve influência decorrente do exercício de funções públicas, especialmente após a saída de Lewandowski do Supremo Tribunal Federal em 2023.

Além dos pagamentos diretos, a investigação pede o monitoramento de possíveis participações de familiares ou empresas vinculadas ao ex-ministro no fluxo financeiro. Para o autor da representação, a apuração é indispensável para garantir a transparência e afastar riscos institucionais associados ao uso de informações privilegiadas. O caso agora depende de uma análise preliminar da Procuradoria-Geral da República para determinar a abertura formal de um inquérito sobre a conduta do atual ministro.

Com informações do Portal O Sul.

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