Polícia Civil avalia internação de adolescentes no caso do cão Orelha

A Polícia Civil de Santa Catarina entrou em uma fase decisiva na investigação da morte do cão comunitário Orelha. Os investigadores analisam a possibilidade de representar judicialmente pela internação provisória dos adolescentes envolvidos em uma unidade do CASEP pelo prazo de 45 dias. A apuração atual foca na reconstrução detalhada da dinâmica do grupo, utilizando dados extraídos de aparelhos eletrônicos e o cruzamento de depoimentos para individualizar a conduta de cada investigado.

A medida, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), considera o contexto amplo das infrações e a forte repercussão social do crime. A polícia busca reunir provas que demonstrem se houve reiteração de atos infracionais e como as responsabilidades se distribuíram entre os jovens durante o ocorrido. O inquérito tramita sob sigilo devido à idade dos envolvidos e à complexidade das diligências, que incluem o confronto de versões e a análise técnica de conteúdos digitais.

Qualquer pedido formal de internação dependerá da manifestação do Ministério Público e de posterior autorização do Judiciário. No momento, a Polícia Civil segue cumprindo diligências e afirma que todas as medidas legais cabíveis estão sendo avaliadas tecnicamente. O cenário para a representação judicial ainda depende da consolidação de provas robustas que apontem a sequência exata dos fatos e a gravidade das condutas individuais dentro do grupo investigado.

Com informações do Jornal Razão.

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