Polícia Civil prende gerente de mercado e apreende mais de duas toneladas de alimentos impróprios em Arroio do Sal

Fiscalização do Programa Segurança dos Alimentos identificou graves irregularidades sanitárias e ambientais no estabelecimento

A Polícia Civil prendeu em flagrante a gerente de um mercado no município de Arroio do Sal, durante fiscalização realizada na segunda-feira, 19 de janeiro, no âmbito da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, Saúde Pública e da Propriedade Intelectual, Imaterial e Afins (Decon).

A operação contou com a participação do Ministério Público Estadual, do GAECO/MPRS, da Vigilância Sanitária Municipal de Arroio do Sal, da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram).

Durante a fiscalização, foram constatadas diversas irregularidades graves, entre elas comercialização de alimentos fora da temperatura adequada, presença de produtos impróprios para consumo, incluindo alimentos com mofo, armazenamento inadequado junto a materiais de limpeza, embalagens de carnes em condições irregulares dentro de câmara fria e lançamento de esgoto em via pública, caracterizando infração sanitária e ambiental.

Também foram identificadas presença de insetos na padaria, falta de higiene geral no estabelecimento, ausência de caixas adequadas para produtos refrigerados e área de fatiamento de frios sem equipamentos essenciais, como falta de ar-condicionado, comprometendo as condições higiênico-sanitárias.

Ao todo, foram apreendidas e inutilizadas mais de duas toneladas de alimentos impróprios para o consumo humano, incluindo carnes bovinas, embutidos e alimentos congelados, entre outros produtos.

A delegada Milena Simioli, titular da Decon, ressaltou que a ação tem como objetivo proteger a saúde pública e garantir os direitos dos consumidores, destacando que essas práticas expõem a sociedade a riscos. Segundo ela, a fiscalização coíbe infrações penais e administrativas e reafirma o compromisso do Estado com a vida e a dignidade da população.

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