Quebra do Banco Master gera prejuízo de R$ 50 bilhões

Liquidação extrajudicial atinge Fundo Garantidor de Créditos, bancos públicos e fundos de pensão.
A liquidação extrajudicial do Banco Master, sob controle de Daniel Vorcaro, já acumula custos superiores a R$ 50 bilhões, conforme balanços oficiais divulgados nesta quarta-feira, 28 de janeiro. O maior impacto financeiro recai sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá desembolsar R$ 46,9 bilhões para ressarcir correntistas do Master e do Will Bank. O montante total das perdas ainda é incerto, pois investigações em curso apuram prejuízos adicionais em diversas esferas do mercado financeiro e entes públicos.
Instituições públicas e regimes de previdência estaduais figuram entre os principais afetados pela quebra. O Banco de Brasília (BRB) foi obrigado pelo Banco Central a provisionar R$ 2,6 bilhões para cobrir carteiras de crédito suspeitas de fraude. Paralelamente, fundos de pensão como o Rioprevidência e o Amprev investiram, juntos, mais de R$ 1,3 bilhão em letras financeiras que não possuem a proteção do FGC. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam se houve irregularidades na gestão desses aportes em ao menos seis estados brasileiros.
No setor privado e em estatais, empresas declararam exposição milionária a títulos emitidos pelo conglomerado. O caso também gerou crises institucionais, resultando na exoneração de diretores de autarquias e no afastamento da cúpula do BRB em novembro passado. O volume e a complexidade das perdas consolidam este como um dos episódios mais graves do sistema financeiro recente, provocando desdobramentos regulatórios e judiciais em escala nacional.






