Mudanças graduais estabelecidas pela reforma da Previdência impactam critérios de idade e sistemas de transição para segurados em 2026.
As novas diretrizes para a aposentadoria do INSS entraram em vigor nesta sexta-feira, 2 de janeiro, alterando os requisitos para milhares de trabalhadores brasileiros. Para quem ingressou no sistema após a reforma de 2019, a exigência consolidada é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. No entanto, a maior parte dos trabalhadores atuais ainda se enquadra nas regras de transição, que sofrem reajustes anuais automáticos nos critérios de pontuação e idade mínima progressiva, tornando o acesso ao benefício mais rigoroso em 2026.
O sistema de transição contempla três modalidades principais: o sistema de pontos, a idade mínima progressiva e o pedágio de 100%. Especialistas reforçam que trabalhadores que atingiram os requisitos necessários até o fim de 2025 possuem direito adquirido, podendo solicitar o benefício com base nas normas anteriores, mesmo que o pedido seja formalizado apenas agora. Essa salvaguarda garante que o segurado opte pelo cálculo mais vantajoso disponível no momento em que completou as exigências legais.
O planejamento previdenciário torna-se essencial neste ano, uma vez que a escolha equivocada entre as regras de transição pode resultar em perdas financeiras permanentes no valor mensal do benefício. É importante destacar que, embora o direito possa ter sido adquirido anteriormente, os pagamentos retroativos só passam a contar a partir da data oficial do protocolo do pedido junto ao INSS. O órgão recomenda que os segurados utilizem os simuladores oficiais para verificar em qual categoria de transição apresentam melhor desempenho financeiro.







