Surto fúngico raro no EUA causa morte e dezenas de internações
Autoridades de saúde dos Estados Unidos investigam a origem da contaminação por histoplasma na região de Nashville

Autoridades de saúde do Tennessee investigam um surto raro de histoplasmose que causou a morte de uma mulher de 39 anos e infectou pelo menos 35 pessoas na região de Nashville. O aumento atípico de casos agudos foi detectado originalmente em setembro de 2025, concentrando-se nas localidades de Spring Hill e Thompson’s Station. Embora o fungo seja comum em solos dos vales dos rios Ohio e Mississippi, o volume de adoecimentos simultâneos chamou a atenção dos órgãos de controle, que buscam identificar a fonte exata da exposição.
A infecção ocorre pela inalação de esporos presentes no solo, frequentemente associados a fezes de pássaros ou morcegos, e não é transmitida entre humanos ou animais. Os sintomas variam de quadros assintomáticos a sinais semelhantes aos da gripe, como febre, tosse e fadiga, podendo evoluir para condições graves como pneumonia e meningite em indivíduos com sistema imunológico fragilizado. O Departamento de Saúde local reforça que, embora a exposição ao fungo seja comum na região, casos graves em larga escala são incomuns e demandam monitoramento rigoroso.
Atualmente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) colabora com especialistas locais para rastrear as atividades que levaram ao surto. Estima-se que 90% da população da área seja exposta ao fungo ao longo da vida, mas o caráter agudo deste surto específico é o foco das investigações atuais. O comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira, 22 de janeiro, destaca a dificuldade de prevenção total devido à presença natural do agente no solo, mas orienta cautela em atividades que envolvam o manuseio de terra e detritos orgânicos.






