Suspeito de agredir músico Júlio Reny é indiciado pela Polícia Civil

Inquérito aponta crime de lesão corporal grave contra ícone do rock gaúcho

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou formalmente, na sexta-feira, 9 de janeiro, o homem acusado de agredir o músico Júlio Reny. A conclusão do inquérito, assinada pela delegada Ana Luiza Caruso, da Delegacia de Proteção ao Idoso, tipificou o crime como lesão corporal grave com base em laudos periciais e depoimentos. O caso agora segue para o Ministério Público, que deve decidir se oferecerá denúncia à Justiça contra o investigado, que permanece internado em uma clínica em Taquara.

O ataque ocorreu em novembro de 2025, logo após Reny, de 66 anos, retornar de uma apresentação em Viamão. Segundo relatos da família, o artista foi agredido em sua própria residência, inclusive com a utilização da estatueta do Prêmio Açorianos de Música que havia acabado de receber. Devido à violência, o cantor sofreu ferimentos na cabeça, pescoço e braços, além de um grave descolamento das duas retinas, o que resultou em cirurgias de emergência e limitações permanentes na visão.

Atualmente, Júlio Reny passa por um processo de reabilitação coordenado por familiares, enfrentando dificuldades para atividades como leitura e composição. A repercussão do caso mobilizou fãs e a classe artística nacional, que acompanham a recuperação do músico, conhecido por sua trajetória histórica no rock gaúcho. A responsabilização penal definitiva do agressor dependerá agora do prosseguimento da ação pelo Poder Judiciário, após a análise das provas colhidas pela investigação policial.

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