Condenada por envolvimento no assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen recorreu à Justiça para disputar a herança de aproximadamente R$ 5 milhões deixada por seu tio, o médico Miguel Abdala Netto, encontrado morto no último fim de semana, em São Paulo. A disputa envolve também uma parente próxima, que foi companheira do médico por mais de dez anos.
O conflito começou ainda antes do enterro. Ambas tentaram liberar o corpo junto ao Instituto Médico Legal (IML), mas apenas a companheira de Miguel obteve autorização, realizando um sepultamento discreto e sem a presença de outros familiares, na cidade de Pirassununga. Com o corpo já enterrado, a disputa agora migra para o campo judicial, com Suzane pedindo a tutela do cadáver — uma manobra jurídica que pode levá-la à posição de inventariante da herança.
Miguel Abdala Netto não deixou filhos, pais ou irmãos vivos, o que, pela legislação, torna os sobrinhos seus herdeiros diretos, caso não exista testamento. Assim, além de Suzane, o irmão dela, Andreas von Richthofen, também tem direito à partilha. A localização de Andreas, no entanto, ainda está pendente. A Justiça também deverá decidir sobre o acesso ao imóvel do médico, cuja chave está em posse de um vizinho, que aguarda ordem judicial para liberá-la. O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que investiga a morte como suspeita, embora a principal hipótese seja de causa natural.








