TCU instaura inspeção no Banco Central para avaliar liquidação do Banco Master

Corte de Contas analisará documentos sigilosos da autoridade monetária durante o período de recesso.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, instaurou nesta sexta-feira, 2 de janeiro, uma inspeção técnica no Banco Central (BC). O objetivo é avaliar o processo de liquidação do Banco Master, permitindo que os técnicos da Corte acessem documentos que estão sob sigilo. A equipe de fiscalização trabalhará durante o recesso oficial do tribunal, que se estende até o dia 19 de janeiro, para dar celeridade ao processo de análise da conduta da autoridade monetária.

A movimentação ocorre em um cenário de tensão no mercado financeiro e no próprio Banco Central, devido à possibilidade de uma decisão liminar reverter a liquidação. Vital do Rêgo Filho ressaltou que a Corte tem a prerrogativa legal de fiscalizar órgãos reguladores, incluindo o BC, mas classificou como especulação qualquer conclusão antecipada sobre o caso. Paralelamente, a Polícia Federal investiga uma suposta fraude nos balanços do Banco Master, apurando se houve tentativa de mascarar rombos financeiros por meio de transações vetadas pelo regulador.

O caso também possui desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Dias Toffoli acompanha as investigações sobre as divergências entre a diretoria do Master e o Banco Central. No último dia 30, depoimentos foram colhidos pela Polícia Federal para esclarecer a incapacidade da instituição em cumprir obrigações financeiras. O TCU busca agora garantir a transparência e a legalidade dos procedimentos adotados pelo Banco Central na condução da crise que envolve a instituição financeira.

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