Tratamento com polilaminina devolve movimentos a pacientes com lesão medular

Proteína experimental desenvolvida na UFRJ apresenta resultados rápidos em casos de tetraplegia e paraplegia em SP e MS

Mais dois pacientes com lesões graves na medula espinhal voltaram a apresentar movimentos após a aplicação da polilaminina, uma proteína experimental desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ. Em São Paulo, a influenciadora Flávia Bueno, de 35 anos, conseguiu movimentar o braço direito apenas três dias após o procedimento realizado no Hospital Albert Einstein. No Mato Grosso do Sul, o jovem Luiz Otávio Santos Nunes, de 19 anos, relatou ter sentido a musculatura da perna se mexer pela primeira vez desde que ficou tetraplégico em 2025.

A substância, que recria em laboratório uma proteína extraída da placenta humana, atua na regeneração de conexões neuronais diretamente na área lesionada. No Paraná, um idoso de 64 anos tornou-se o primeiro paciente do estado a receber a injeção da substância no Hospital Santa Casa de Maringá. Atualmente, o tratamento está em fase de testes em humanos com autorização da Anvisa para a Fase 1 da pesquisa, mas o acesso tem sido garantido por meio de decisões judiciais favoráveis a pacientes em diversos estados brasileiros.

Até o momento, pelo menos 15 pacientes já obtiveram o direito de utilizar o composto em parceria com o laboratório Cristália. Os relatos de recuperação incluem desde a volta da sensibilidade nos membros inferiores até casos de pacientes diagnosticados com tetraplegia que voltaram a andar. Os resultados reforçam a esperança na biotecnologia nacional para o tratamento de paralisias, enquanto a comunidade científica aguarda a conclusão das etapas formais de validação clínica do medicamento.

Com informações de Só Notícia Boa.

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