Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelam que 28% dos desaparecimentos registrados no Brasil em 2025 envolveram vítimas com menos de 18 anos. Ao todo, foram contabilizadas 23.919 ocorrências nessa faixa etária, o que representa uma média diária de 66 boletins de ocorrência. O índice aponta um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, superando a alta de 4% registrada nos casos gerais de desaparecimento em todo o território nacional.
O levantamento destaca uma inversão de gênero nas estatísticas: enquanto os homens são maioria no total geral de desaparecidos (64%), entre o público infantojuvenil o cenário muda, com as meninas representando 62% das ocorrências. Especialistas subdividem o fenômeno em categorias como desaparecimento voluntário, involuntário e estratégico, sendo este último utilizado para definir fugas motivadas por contextos de violência doméstica ou maus-tratos. A maior parte desses registros ocorre concentrada entre os dias de sexta-feira e domingo.
A legislação brasileira considera desaparecida qualquer pessoa cujo paradeiro seja desconhecido, independentemente da causa, até que ocorra a identificação física ou científica. Para famílias que enfrentam o problema, como o caso de um jovem de 10 anos localizado em Curitiba após três dias de buscas, a rede de apoio e a rapidez no registro policial são fundamentais. Autoridades reforçam que o monitoramento constante e o suporte psicológico para pais e filhos são essenciais para prevenir novas ocorrências e mitigar os impactos emocionais do sumiço.








