Trump anuncia captura de Maduro após ofensiva militar dos EUA na Venezuela

Explosões em Caracas marcam ataque surpresa; governo venezuelano reage com alerta de emergência e mobilização nacional

Na madrugada deste sábado (3), fortes explosões sacudiram Caracas e outras regiões da Venezuela, marcando o início de um ataque militar coordenado pelos Estados Unidos. Pouco depois, o presidente americano Donald Trump anunciou publicamente que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, haviam sido capturados e levados para fora do país em uma operação considerada de “grande escala”. A ofensiva atingiu não apenas a capital, mas também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, segundo autoridades venezuelanas.

Diante do ataque, o governo de Caracas declarou estado de emergência e lançou uma campanha de mobilização nacional contra o que classificou como uma “agressão imperialista”. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram aviões sobrevoando em baixa altitude e o deslocamento de centenas de veículos deixando áreas urbanas. O ministro da Defesa venezuelano, general Vladimir Padrino López, afirmou que áreas residenciais foram bombardeadas e que ainda estavam sendo apurados os números de mortos e feridos.

As tensões entre os dois países vinham se intensificando desde agosto de 2025, quando os EUA aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Acusações de narcotráfico, bloqueios a petroleiros venezuelanos e disputas por reservas de petróleo alimentaram o conflito. Esse confronto, no entanto, é resultado de uma longa trajetória de atritos, que começou ainda no governo de Hugo Chávez e se agravou durante o mandato de Maduro, marcado por sanções internacionais, denúncias de autoritarismo e alianças com potências como Rússia e China.

Frassul

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo