Venezuela ordena que polícia prenda apoiadores e envolvidos em ação dos EUA
A captura do líder chavista Nicolás Maduro por tropas dos Estados Unidos desencadeou uma resposta imediata e rígida por parte do governo venezuelano. Em decreto divulgado nesta segunda-feira (5), o regime declarou estado de emergência nacional e determinou que as forças de segurança localizem e prendam todos os envolvidos ou simpatizantes da operação norte-americana, realizada no sábado (3). A ofensiva foi classificada como um “ataque armado” por Caracas, que passou a tratar o episódio como uma violação de soberania.
Como parte das medidas reativas, o governo ativou planos de defesa nacional e conclamou a população a se mobilizar contra o que chama de “agressão imperialista”. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, reforçou que o país resistirá à presença estrangeira e denunciou supostos ataques a áreas civis durante a operação militar. O comunicado oficial destacou o papel das forças sociais e políticas na proteção do território venezuelano diante da crise instaurada.
Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir os desdobramentos da detenção de Maduro, que foi levado para Nova York, onde enfrenta um processo judicial que pode durar mais de um ano. A tensão entre Venezuela e Estados Unidos ganhou novas proporções, e a repressão interna aos críticos do regime promete se intensificar, elevando o clima de incerteza e medo no país.







