O aumento de casos de virose e doenças diarreicas em Florianópolis durante a temporada de verão levou o Ministério Público de Santa Catarina a abrir uma investigação para apurar as causas do problema. A combinação de calor intenso, elevada umidade e grande concentração de pessoas nas praias cria um ambiente propício para a circulação de vírus, especialmente nos períodos de maior movimento turístico.
A apuração começou após o crescimento nos atendimentos médicos por diarreia em regiões litorâneas da capital. Um dos principais pontos analisados é a qualidade da água do mar, sobretudo após episódios de chuvas fortes no fim do ano, que podem comprometer a balneabilidade. Órgãos ambientais reforçam a orientação de evitar o banho de mar por pelo menos 48 horas após temporais, medida que muitas vezes não é seguida por banhistas e visitantes.
Mesmo com registros inferiores aos do verão passado, a Secretaria Municipal de Saúde destaca que a elevação desses casos é recorrente nesta época. Ainda assim, o Ministério Público busca identificar se há falhas no saneamento básico, no monitoramento das praias ou no cumprimento das medidas preventivas, fatores que podem agravar o cenário em uma cidade que recebe milhares de pessoas durante a alta temporada.








