A escola de samba Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, após terminar em último lugar no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação somou 264,6 pontos, recebendo apenas duas notas máximas no quesito samba-enredo. O desfile, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Sambódromo, foi marcado por críticas da oposição e questionamentos sobre suposta propaganda eleitoral antecipada, embora as ações judiciais tenham sido rejeitadas pelo TSE.
A passagem da escola pela Sapucaí gerou forte reação de setores religiosos e políticos devido ao carro alegórico “Conservadores em Conserva”, que ridicularizou a Bíblia e o agronegócio. Em resposta, senadores da oposição protocolaram uma queixa-crime na PGR por preconceito religioso, enquanto o partido Novo anunciou que pedirá a inelegibilidade do presidente. Por outro lado, a agremiação divulgou nota oficial alegando ter sofrido perseguição política e interferência em sua autonomia artística por parte de gestores do Carnaval carioca e grupos conservadores.
O financiamento do desfile também entrou no foco do debate público, com a confirmação de que a escola recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Cultura e Embratur, por meio de um convênio com a Liesa. Enquanto o governo minimizou as críticas, classificando-as como tentativas de desgaste político, parlamentares da direita descreveram a apresentação como um ataque deliberado às famílias brasileiras. Após a apuração, a Acadêmicos de Niterói reafirmou seu posicionamento nas redes sociais, exaltando a coragem da comunidade em apresentar o polêmico enredo histórico.








