Autoridades emitem alertas para instalação de El Niño Costeiro no Peru
Cientistas preveem aquecimento significativo do Oceano Pacífico nas próximas semanas com impactos no clima regional

O Comitê Multissetorial do Estudo Nacional do Fenômeno El Niño (ENFEN) alterou o status do sistema para “Vigilância” após detectar indícios de um aquecimento anômalo na costa do Peru e do Equador. Diferente do El Niño clássico, que afeta o clima global, o El Niño Costeiro é um fenômeno local que deve se manifestar entre o fim deste verão e o início do outono. Modelos climáticos indicam que as anomalias térmicas devem atingir níveis típicos do fenômeno especialmente a partir de março.
A formação do evento está associada ao enfraquecimento do anticiclone do Pacífico Sul, facilitando o deslocamento de águas quentes para a região costeira. O ENFEN passará a divulgar boletins quinzenais para monitorar a situação, uma vez que episódios anteriores, como o de 2017, causaram desastres severos com chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos na região andina. No cenário atual, o aquecimento pode se estender ao menos até outubro, influenciando as precipitações na América do Sul.
No Sul do Brasil, a MetSul Meteorologia alerta que o fenômeno tem potencial para impactar tanto a temperatura quanto o regime de chuvas na próxima estação. Embora o Pacífico Central esteja em neutralidade, o aquecimento costeiro pode resultar em um outono mais chuvoso. A previsão indica que, se o El Niño evoluir para sua forma clássica no segundo semestre, a região poderá enfrentar episódios de precipitação excessiva e cheias de rios durante o inverno e a primavera.





