Brasil é convidado pelos EUA para bloco de minerais críticos

O governo dos Estados Unidos convidou formalmente o Brasil para integrar um novo bloco comercial focado em parcerias estratégicas no setor de minerais críticos. O anúncio foi realizado pelo vice-presidente americano, JD Vance, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, durante reuniões no Departamento de Estado, em Washington. Além do Brasil, outros 54 países receberam o convite para a iniciativa, que busca reorganizar a produção global de insumos essenciais, atualmente concentrada sob o domínio da China.

A estratégia norte-americana foca na criação de mecanismos de referência e pisos de preços para garantir a viabilidade de projetos minerais fora do território chinês. Segundo as propostas discutidas, esses instrumentos visam oferecer previsibilidade aos investidores e mitigar os efeitos de práticas de “precificação predatória” atribuídas ao mercado asiático. O modelo segue padrões de acordos recentes, como o firmado entre EUA e Austrália, que estabelece contratos de longo prazo para proteger mercados domésticos contra choques de oferta e manipulação de preços.

Apesar da relevância da proposta, o governo federal brasileiro analisa o convite com cautela e avalia os possíveis impactos sobre a autonomia da política comercial do país. Fontes diplomáticas indicam preocupações com eventuais condicionantes de exclusividade e a necessidade de compatibilizar a nova aliança com parcerias estratégicas já existentes. Enquanto o Brasil estuda os termos, outros aliados como o México, a União Europeia e o Japão já firmaram acordos distintos com Washington para fortalecer a cooperação no setor.

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