Caso cão Orelha: polícia detalha agressões, coações e uso de tecnologia em investigação complexa
Linha do tempo mostra bastidores do inquérito que chocou Florianópolis e mobilizou o país

Um mês após a morte do cão comunitário Orelha, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) revelou os bastidores da investigação, marcada por agressões, coações, furtos e uso de tecnologia avançada para elucidar o caso. A cronologia mostra que os primeiros atos de violência ocorreram no dia 4 de janeiro, seguidos de um segundo ataque, dias depois, ao cão Caramelo, também vítima de maus-tratos. O caso ganhou ampla repercussão nacional e já resultou no indiciamento de três adultos por coação de testemunha, além da análise de centenas de horas de imagens.
Segundo os delegados responsáveis, as investigações utilizaram software israelense para extrair dados de celulares, permitindo rastrear com precisão a localização dos envolvidos. Os adolescentes inicialmente investigados chegaram a viajar para a Disney logo após os fatos, e seus depoimentos foram colhidos somente no fim de janeiro. A polícia também realizou mandados de busca nas residências de familiares dos jovens e aguarda laudos periciais do cão e de dispositivos eletrônicos para avançar na apuração.
Além das agressões, o inquérito inclui ocorrências paralelas, como a invasão de um quiosque, furto de bebidas, intimidação armada de testemunha e até o registro de uma bomba em uma casa da vizinhança. A PCSC nega omissão e descarta federalização do caso, reforçando que atua com apoio do CiberLab e da Delegacia de Proteção Animal. Embora não haja confirmação de que os crimes tenham sido motivados por “desafios” em redes sociais, a hipótese segue sob análise. A comoção provocada pelo caso impulsionou debates sobre a criação de delegacias especializadas em maus-tratos contra animais em Santa Catarina.







