A confirmação de raiva herbívora em uma novilha de cerca de dois anos, no interior de Sananduva, no Norte do Rio Grande do Sul, colocou órgãos de defesa sanitária em estado de atenção. O animal morreu em 19 de janeiro, após ser infectado por um morcego hematófago, principal vetor da enfermidade entre herbívoros. A validação laboratorial do caso ocorreu pouco mais de uma semana depois do óbito.
De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), não há, até o momento, outros registros suspeitos na região. Ainda assim, equipes técnicas realizam inspeções e monitoramento nas propriedades próximas, tratando a ocorrência como pontual, mas mantendo vigilância ativa para evitar novos episódios.
A raiva herbívora é classificada como zoonose, podendo atingir seres humanos por meio de contato com saliva de animais contaminados, como em mordidas ou arranhões. Causada por vírus, a doença evolui rapidamente e provoca sintomas como mudanças de comportamento, dificuldade para caminhar, problemas respiratórios, paralisia e morte. Diante do caso, a Seapi reforça a importância da vacinação do rebanho, da comunicação sobre possíveis abrigos de morcegos e da atenção imediata a sinais neurológicos nos animais, medida considerada essencial para conter a disseminação no Estado.








