O corpo do cão Orelha, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis, foi exumado na última quarta-feira, 11 de fevereiro. A medida foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e autorizada pela Justiça para aprofundar as investigações sobre a causa da morte do animal. A Polícia Científica trabalha agora em um novo laudo pericial, com previsão de entrega em até dez dias, visando esclarecer detalhes técnicos que podem ser cruciais para o processo judicial.
A exumação faz parte de um conjunto de 34 pedidos realizados pelo Judiciário catarinense para apurar atos infracionais atribuídos a adolescentes, que incluem furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos. O MPSC busca esclarecer possíveis omissões e contradições em depoimentos, além de questionar por que apenas um jovem foi apontado como autor, apesar de as imagens analisadas mostrarem a presença de outras pessoas no momento do crime. A análise da internação do principal suspeito foi adiada até a conclusão dessas diligências.
O cão Orelha, que vivia na região há cerca de dez anos e era cuidado por moradores locais, morreu após ser encontrado com graves lesões na cabeça e no olho. O laudo inicial indicou que a morte foi causada por um golpe forte, possivelmente um chute ou objeto rígido. Ao longo das investigações, 24 testemunhas foram ouvidas, e o caso gerou grande comoção pública, mobilizando as autoridades para uma apuração rigorosa dos fatos ocorridos no início de janeiro.








