Eclipse com “anel de fogo” marca o céu nesta terça-feira, mas não será visto do Brasil

Fenômeno anular terá melhor visualização na Antártida e integra calendário com quatro eclipses previstos para 2026

Um eclipse solar anular, popularmente chamado de “anel de fogo”, ocorre na manhã desta terça-feira (17), no horário de Brasília. O fenômeno acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas, por estar mais distante em sua órbita — próxima ao apogeu —, não consegue encobrir totalmente o disco solar. O resultado é a formação de um anel luminoso ao redor da silhueta escura da Lua, criando um dos espetáculos mais impressionantes da astronomia.

A visualização completa será restrita à Antártida, enquanto áreas do Pacífico Sul, do Oceano Índico e uma faixa próxima à África do Sul poderão observar o eclipse de forma parcial. O Brasil ficará fora da área de visibilidade, já que a sombra projetada pela Lua não alcança o território nacional. Conforme explica o astrônomo Thiago Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a observação depende do alinhamento exato e da posição geográfica do observador, pois a faixa onde o fenômeno pode ser visto é bastante estreita.

O evento abre uma sequência de ocorrências astronômicas previstas para 2026. Em 3 de março, haverá um eclipse lunar total, visível nas Américas, Ásia e Austrália. Já em 12 de agosto, está previsto um eclipse solar total, que poderá ser observado na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e Portugal. O calendário se completa nos dias 27 e 28 de agosto, com um eclipse lunar parcial visível em partes das Américas, Europa e África. Outro eclipse solar anular está programado para 6 de fevereiro de 2027, com possibilidade de observação parcial em diferentes regiões do Brasil.

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