Família de Casca denuncia crueldade contra animal e pede agilidade da Justiça

Cão da raça galgo morreu após agressão em 2025; tutor relata novas ameaças e suspeita de envenenamento no interior do município
Enquanto o país se mobiliza em torno do caso do cão Orelha, agredido em Florianópolis, uma nova denúncia de crueldade contra animal foi registrada no interior de Casca, na Linha XV de Novembro.
De acordo com informações repassadas ao jornalismo da Vang FM, o caso envolve o cão Drako, um galgo de estimação que, em julho de 2025, foi encontrado com ferimentos graves e precisou ser encaminhado ao Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF). Apesar de passar por duas cirurgias emergenciais, o animal não resistiu e morreu no dia 17 daquele mês.
O proprietário registrou ocorrência na Polícia Civil, e o principal suspeito confessou o ato em depoimento. O inquérito policial foi concluído em 20 de agosto de 2025 pelo delegado Tiago Lopes de Albuquerque, que indiciou o investigado por maus-tratos consumado com aumento de pena pela morte do animal, conforme o artigo 32, §1º-A e §2º da Lei 9.605/98.
Entretanto, a família denuncia que vem sofrendo coações e ameaças desde então, supostamente por parte do agressor e de seus familiares, numa tentativa de intimidar os tutores e impedir o avanço do processo. A tensão na localidade exigiu até mesmo o apoio da Brigada Militar, que acompanhou medidas de segurança no sítio da família.
Segundo os tutores, o processo encontra-se parado desde setembro de 2025, o que tem gerado indignação e sensação de impunidade. Nesta semana, câmeras de segurança flagraram o suspeito arremessando ratos mortos no pátio da propriedade, levantando suspeita de tentativa de envenenamento dos demais cães.
Os roedores foram recolhidos e encaminhados para análise na Universidade de Passo Fundo (UPF), onde será verificada a presença de substâncias tóxicas.
Em entrevista à Vang FM, o delegado Tiago Lopes de Albuquerque confirmou o andamento do caso:
“Realmente, houve o indiciamento do investigado no inquérito policial produzido pela Delegacia de Polícia e o procedimento foi encaminhado ao Judiciário no ano passado. Novos fatos, posteriores aos maus-tratos, serão apurados”, declarou.
A família de Drako, que preferiu manter a identidade preservada, faz um apelo por celeridade e justiça, destacando a diferença de atenção entre casos de repercussão nacional e situações locais de crueldade animal.
Fonte: Vang FM
Imagens: Divulgação






