Fim da linha para Eymael: após décadas de tentativas, político gaúcho não disputará mais a Presidência

"Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão"

Aos 86 anos, figura histórica das eleições brasileiras deixa a cena nacional enquanto seu partido escolhe novo nome com perfil bem diferente

Com uma trajetória marcada por aparições consecutivas nas urnas e um jingle que se tornou folclórico, José Maria Eymael não será candidato à Presidência em 2026, encerrando um ciclo de cinco campanhas seguidas. Seu partido, o Democracia Cristã, agora aposta em Aldo Rebelo, ex-ministro dos governos petistas que atualmente se alinha com setores do bolsonarismo. A mudança foi anunciada oficialmente no final de janeiro, sinalizando uma guinada no perfil do partido.

Nascido em Porto Alegre e formado pela PUC-RS, Eymael construiu sua carreira política em São Paulo, onde exerceu dois mandatos como deputado federal, entre 1986 e 1995. Sua participação na Assembleia Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988, foi o ponto alto de sua vida pública. Apesar disso, suas candidaturas presidenciais nunca alcançaram desempenho expressivo — seu melhor resultado foi em 2010, quando terminou em quinto lugar com apenas 0,09% dos votos válidos. Em 2002, tentou se eleger deputado estadual, sem sucesso.

Em 2025, alegando motivos familiares, ele se afastou da presidência do partido que ajudou a refundar após o fim da ditadura. Com isso, se encerra a presença de uma das figuras mais peculiares da política brasileira recente, conhecida mais por sua persistência e identidade musical do que por resultados eleitorais. A escolha de Aldo Rebelo marca não apenas a substituição de um nome, mas também uma mudança clara na direção ideológica do Democracia Cristã.

Com informações de GZH.

Alfy

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