Pela primeira vez na história, jovens de 18 anos podem ingressar no serviço militar inicial como soldados em todo o Brasil.
As Forças Armadas iniciaram, nesta terça-feira, 3 de fevereiro, o processo de alistamento militar feminino para o serviço inicial, uma mudança histórica nas regras da instituição. Até o ano passado, o ingresso de mulheres era restrito a militares de carreira ou temporários por meio de concursos. A partir deste ciclo de 2026, a nova medida prevê a incorporação de mais de mil mulheres às tropas brasileiras, permitindo que elas ocupem todas as patentes, desde o posto de soldado até o oficialato.
As candidatas interessadas devem passar pelos mesmos critérios de seleção aplicados aos homens, o que inclui inspeção médica, avaliação física e entrevistas. Em Belém, por exemplo, 180 jovens já disputam as primeiras 55 vagas disponíveis. A rotina de testes é rigorosa e visa garantir que as novas recrutas possuam aptidão física e psicológica para a vida militar. O Exército Brasileiro classifica a iniciativa como uma “correção histórica” que amplia o potencial operacional e a diversidade da força terrestre.
As aprovadas nesta etapa de seleção iniciarão a formação em unidades específicas, como hospitais gerais e colégios militares, onde passarão por um ano de adaptação e aprendizado técnico. Para o comando militar, a presença feminina em nível de recrutamento exige que as unidades estejam preparadas para a formação dessas novas integrantes, com foco em disciplina e resistência. A expectativa é que a medida fortaleça a presença das mulheres na defesa nacional e modernize a estrutura das Forças Armadas.








