O furacão Melissa entrou para a história como o mais intenso já registrado no Oceano Atlântico, de acordo com relatório oficial divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A tempestade atingiu ventos sustentados de 306 km/h, igualando o recorde do furacão Allen, de 1980. O pico de força ocorreu em 28 de outubro de 2025, quando o sistema avançava próximo à Jamaica.
Ao atingir a ilha como furacão de Categoria 5, Melissa apresentou ventos próximos de 298 km/h, estabelecendo um dos maiores registros já observados no país. A pressão mínima central chegou a 892 milibares, uma das mais baixas da história da bacia atlântica. Durante o monitoramento, uma sonda meteorológica captou uma rajada instantânea de 406 km/h, a mais intensa já registrada por esse tipo de equipamento em ciclones tropicais no mundo.
Os impactos foram devastadores no Caribe. A maré de tempestade elevou o nível do mar entre 2,1 e 3,3 metros na costa sudoeste da Jamaica, enquanto volumes de chuva ultrapassaram 890 milímetros no Haiti e 800 milímetros em regiões montanhosas jamaicanas, provocando enchentes e deslizamentos. O balanço oficial aponta ao menos 95 mortes, sendo 45 na Jamaica e 43 no Haiti. Somente na Jamaica, os danos foram estimados em US$ 8,8 bilhões, valor equivalente a 41% do PIB do país.








