A Latam Airlines Brasil anunciou, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, a demissão de um piloto de 60 anos preso sob suspeita de chefiar uma rede de abuso sexual infantil. O homem foi detido na manhã de segunda-feira, 9 de fevereiro, dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, antes de iniciar um voo com destino ao Rio de Janeiro. Em nota, a companhia aérea declarou adotar política de tolerância zero para atos que desrespeitem seu código de conduta e colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com o caso.
A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), durou cerca de três meses e aponta que o suspeito utilizava documentos falsos para levar vítimas a motéis. A polícia identificou que o investigado cooptava responsáveis legais — como mães e avós — para obter imagens e acesso físico às crianças em troca de pagamentos via Pix e bens materiais. Até o momento, dez vítimas foram identificadas em São Paulo, mas há indícios de atuação em outros estados.
A operação, batizada de Apertem os Cintos, resultou também na prisão temporária da avó de três vítimas e na detenção em flagrante de uma mãe por armazenamento de material ilícito. O celular apreendido com o ex-piloto passará por perícia para identificar se o conteúdo era distribuído para terceiros. O caso corre em segredo de justiça, e a defesa do investigado informou que seguirá os ditames legais e a discrição exigida pela natureza das investigações.








