Laudo da PF descarta hospitalização mas recomenda cuidados para Bolsonaro

Peritos identificam sete doenças crônicas e sugerem adaptações na cela do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na sexta-feira, 6 de fevereiro, a divulgação do laudo médico pericial sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro. O documento conclui que o ex-presidente apresenta sete problemas crônicos de saúde, incluindo hipertensão e aterosclerose, mas afirma que o quadro atual não exige transferência hospitalar. Os médicos da Polícia Federal ressaltaram, entretanto, a necessidade de otimizar tratamentos preventivos para evitar complicações graves, como eventos cardiovasculares.

Os peritos realizaram o exame físico na unidade prisional conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Durante a avaliação, não foram constatadas doenças como depressão ou pneumonia aspirativa, mas o laudo atestou a existência de aderências intra-abdominais e apneia do sono grave. A equipe médica também inspecionou as instalações da cela e recomendou a instalação de grades de apoio e campainhas de emergência, além de acompanhamento nutricional e fisioterápico contínuo para o monitoramento do quadro neurológico.

Após a divulgação do documento, o ministro estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República e a defesa se manifestem. A análise técnica servirá de base para que o STF reavalie os pedidos de prisão domiciliar por razões humanitárias, solicitados pelos advogados devido à idade e às condições clínicas do ex-presidente. Até o momento, não há uma data definida para a decisão final de Moraes sobre a alteração do regime de cumprimento da pena.

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