Perícia em ossada de animal comunitário da Praia Brava não encontra fraturas, mas mantém hipótese de agressão
Uma perícia realizada pela Polícia Científica de Santa Catarina descartou a hipótese de que o cão comunitário Orelha tenha sido morto com um prego cravado na testa. O procedimento de exumação, solicitado pelo Ministério Público, ocorreu no dia 11 de fevereiro, cerca de um mês após o falecimento do animal na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo o laudo, o exame minucioso da ossada não revelou fraturas ou lesões que indiquem, de forma objetiva, a ação humana direta por meio de perfuração craniana.
Apesar da ausência de quebras ósseas, os peritos ressaltaram que isso não significa inexistência de agressão, uma vez que a maioria dos traumas cranianos fatais em animais não apresenta fraturas. Como o corpo já estava em fase de esqueletização, sem tecidos moles ou órgãos para análise, a causa da morte não pôde ser apontada de forma conclusiva. A ossada permanecerá armazenada na Polícia Científica para possíveis desdobramentos da investigação que apura maus-tratos.
O caso de Orelha, que vivia no bairro há dez anos, gerou forte comoção e mobilizou a comunidade local em manifestações. A Polícia Civil já identificou quatro adolescentes suspeitos de envolvimento em agressões com pauladas contra o animal, que precisou ser sacrificado em janeiro devido à gravidade de ferimentos pelo corpo. A delegada responsável afirma haver indícios de autoria, e os vídeos da investigação já foram encaminhados à Justiça de Santa Catarina.








